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| Danilo Dias |
Muito sonham em alcançar a glória do mundo do futebol, mas poucos são os que realmente conseguem um lugar ao sol. O futebol, além de ser sonho de muitos, pode servir também como ação social, e é isso que vemos no bairro Pindorama. A Escola de Futebol Meninos do Pindô, alegra os corações de mais de 80 garotos que enxergam nele um motivo a mais para sorrirem, praticarem a união e compartilharem a paixão coletiva pelo esporte. Criada em 2005 pelo pedreiro Vanderci Rodrigues de Almeida com apoio de Frederico Alves Alkimin, que é agente da PBH, o projeto vem mostrando bons resultados ao longo do tempo. Conversando com os garotos, é fácil perceber que o futebol tem uma importância valiosa na vida de cada um deles. Com olhares vibrantes e sorrisos abertos, os meninos expressam os resultados de mudanças positivas que o esporte, a disciplina e companheirismo trouxeram. A idéia do projeto surgiu depois que Vanderci percebeu que o campo de futebol estava sem uso da comunidade, e que alguns garotos do bairro não estudavam e ficavam nas ruas. Assim, ele começou a convidar as crianças para irem jogar, aos poucos, os números de meninos foram se aumentando. Para fazer parte desse time a criança tem de mostrar bom desempenho escolar. Além do esporte, um dos objetivos principais é distanciar as crianças da marginalidade e da violência. O acompanhamento dos responsáveis pelo projeto faz com que o futebol vá além da disciplina e diversão, usa-o como instrumento para reforçar valores morais valorizando a paz e o crescimento humano. Muitos meninos ali desejam continuar jogando e sonham em conseguir jogar futebol profissionalmente, mas tem em mente que, seguindo essa carreira ou outra no futuro, estão vivendo agora uma oportunidade única que levarão como bagagem importante para a vida, com bons momentos, união, exemplo de persistência e amor ao próximo.
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| Lucas e equipe na Holanda. |
A grande maioria dos garotos que sonha em ser jogador de futebol é pobre, com um nível de educação bem precário e, caso não consigam alcançar o seu objetivo futebolístico, veem seu futuro por água abaixo. Porém, o retrato dessa geração de adolescentes também pode ser estampado de outra forma. Uma minoria é de classe média e tem a oportunidade de estudar numa boa escola. Esse é o caso de Leonardo Bonatini, de 17 anos. O garoto bonito de classe média alta estudou praticamente toda a sua vida num colégio particular reconhecido. Iniciou os seus treinos de futebol nas escolinhas de esporte da instituição de ensino na qual estudava e chegou à equipe do time de futebol. Com o tempo, Leonardo foi se destacando em diversos campeonatos escolares, não só os da capital como também no Brasil inteiro. Há pelo menos três anos, Léo foi chamado para jogar pela equipe sub-15 do Cruzeiro Esporte Clube e obteve tanto destaque que chegou à seleção brasileira da sua faixa etária. O rapaz, atualmente na seleção sub-17, foi um dos destaques da Copa do Mundo da sua idade, fazendo gols bonitos e dignos de uma técnica diferenciada.
O futuro do jovem menino já está praticamente trilhado no futebol e espera a sua chance na equipe profissional da Raposa. Léo tem todas as chances de crescer profissionalmente e se destacar internacionalmente. É um caso entre um e um milhão, afinal, como diz a música "o sol nasce para todos, mas brilha para poucos". Só o tempo poderá dizer qual será o real destino de Leonardo, mas, assim como ele, muitos outros anseiavam pelo mesmo caminho e já ficaram para trás.
O futuro do jovem menino já está praticamente trilhado no futebol e espera a sua chance na equipe profissional da Raposa. Léo tem todas as chances de crescer profissionalmente e se destacar internacionalmente. É um caso entre um e um milhão, afinal, como diz a música "o sol nasce para todos, mas brilha para poucos". Só o tempo poderá dizer qual será o real destino de Leonardo, mas, assim como ele, muitos outros anseiavam pelo mesmo caminho e já ficaram para trás.


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