terça-feira, 30 de agosto de 2011

Jogador, sonho de muitos, realidade de poucos.

Danilo Dias
O brasileiro já nasce com a bola nos pés, o campinho de terra é a primeira escola, ali o menino aprende a contar,dividir e principalmente aprende a ser parte de um grupo. Porém, ser jogador de futebol não é fácil, talento, oportunidades e  sorte são fatores que interferem diretamente no destino do jovem talento. Friedenreich, o primeiro grande craque do nosso futebol tinha um talento indescritível, mas nem por isso deixou de passar dificuldades em sua carreira. Jovem mulato com família mestiça, pai alemão e mãe brasileira, estudou em bons colégios mas ainda era um jogador do povo, jogava na varzea, por diversão. O preconceito de alguns era um dos obstáculos que Friedenrich teria que enfrentar. Quando observamos este trecho da história do futebol, pensamos que dificuldades como estas não existem mais, porém, mesmo com a evolução do pensamento e com a popularização do futebol, vemos menos que sofrem com este fato. O jogador Danilo Dias, que hoje está no Marítimo de Portugal, nos contou sobre o inicio de sua carreira, ele disse que no começo sofreu muito preconceito por ter vindo de uma cidade do interior, falou também que passou por várias dificuldades que poderiam fazer com que alguns desistissem da carreira, fome, distância e amadurecimento precoce eram algumas das coisas que ele passou no começo da carreira.



Muito sonham em alcançar a glória do mundo do futebol, mas poucos são os que realmente conseguem um lugar ao sol. O futebol, além de ser sonho de muitos, pode servir também como ação social, e é isso que vemos no bairro Pindorama.  A Escola de Futebol Meninos do Pindô, alegra os corações de mais de 80 garotos que enxergam nele um motivo a mais para sorrirem, praticarem a união e compartilharem a paixão coletiva pelo esporte. Criada em 2005 pelo pedreiro Vanderci Rodrigues de Almeida com apoio de Frederico Alves Alkimin, que é agente da PBH, o projeto vem mostrando bons resultados ao longo do tempo. Conversando com os garotos, é fácil perceber que o futebol tem uma importância valiosa na vida de cada um deles. Com olhares vibrantes e sorrisos abertos, os meninos expressam os resultados de mudanças positivas que o esporte, a disciplina e companheirismo trouxeram. A idéia do projeto surgiu depois que Vanderci percebeu que o campo de futebol estava sem uso da comunidade, e que alguns garotos do bairro não estudavam e ficavam nas ruas. Assim, ele começou a convidar as crianças para irem jogar, aos poucos, os números de meninos foram se aumentando. Para fazer parte desse time a criança tem de mostrar bom desempenho escolar. Além do esporte, um dos objetivos principais é distanciar as crianças da marginalidade e da violência. O acompanhamento dos responsáveis pelo projeto faz com que o futebol vá além da disciplina e diversão, usa-o como instrumento para reforçar valores morais valorizando a paz e o crescimento humano. Muitos meninos ali desejam continuar jogando e sonham em conseguir jogar futebol profissionalmente, mas tem em mente que, seguindo essa carreira ou outra no futuro, estão vivendo agora uma oportunidade única que levarão como bagagem importante para a vida, com bons momentos, união, exemplo de persistência e amor ao próximo.


Lucas e equipe na Holanda.
O que é feito na escolinha de futebol é uma ótima chance de tirar jovens das ruas, evitando assim que a criminalidade cresça, e também fazendo com que os meninos tenham uma chance de trabalhar em grupo, aprender a conviver com o próximo. O meia Lucas Kattah relatou um pouco como começou o seu trajeto no futebol,Com 8 anos comecei a jogar futsal no Atletico-MG, pra mim foi muito importante. Aos 11 anos fui chamado para o campo, onde estou até hoje aos 17 anos . Todos acham que a vida de jogador é fácil, mas ninguém sabe o que nós sofremos. Treinos todos os dias debaixo de um sol rachando e, muitas vezes, treinos em dois períodos. Temos muitas viagens e ficamos muito tempo longe da família e dos amigos. Não podemos sair pra muitos lugares, nem aproveitar as coisas da vida que todo jovem gosta de fazer. Mas não enfrentaria nada disso se não fosse o meu sonho, essa é a minha vontade, por isso luto para realizá-lo”,afirma Lucas.



A grande maioria dos garotos que sonha em ser jogador de futebol é pobre, com um nível de educação bem precário e, caso não consigam alcançar o seu objetivo futebolístico, veem seu futuro por água abaixo. Porém, o retrato dessa geração de adolescentes também pode ser estampado de outra forma. Uma minoria é de classe média e tem a oportunidade de estudar numa boa escola. Esse é o caso de Leonardo Bonatini, de 17 anos. O garoto bonito de classe média alta estudou praticamente toda a sua vida num colégio particular reconhecido. Iniciou os seus treinos de futebol nas escolinhas de esporte da instituição de ensino na qual estudava e chegou à equipe do time de futebol. Com o tempo, Leonardo foi se destacando em diversos campeonatos escolares, não só os da capital como também no Brasil inteiro. Há pelo menos três anos, Léo foi chamado para jogar pela equipe sub-15 do Cruzeiro Esporte Clube e obteve tanto destaque que chegou à seleção brasileira da sua faixa etária. O rapaz, atualmente na seleção sub-17, foi um dos destaques da Copa do Mundo da sua idade, fazendo gols bonitos e dignos de uma técnica diferenciada.


O futuro do jovem menino já está praticamente trilhado no futebol e espera a sua chance na equipe profissional da Raposa. Léo tem todas as chances de crescer profissionalmente e se destacar internacionalmente. É um caso entre um e um milhão, afinal, como diz a música "o sol nasce para todos, mas brilha para poucos". Só o tempo poderá dizer qual será o real destino de Leonardo, mas, assim como ele, muitos outros anseiavam pelo mesmo caminho e já ficaram para trás.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Jéssica Meireles por Cristine Leal



Jéssica Meireles, 19 anos, graduanda em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte. Decidiu pela carreira, pois gosta de escrever e tem vontade de cobrir area esportiva e cultural. Ja se destaca na area como estagiária na area de politica, já no segundo período do curso. Formou no ensino médio no Instituto Educacional Novos Tempos no ano de 2010, passou dez anos de sua graduação na mesma instituição onde teve certeza que gostaria de ser jornalista aos 13 quando ajudou a publicar uma matéria no jornal interno da escola.


Já escreveu para dois blogs esportivos e ficou conhecida na rede social twitter como @jehmeireles. Questionada sobre preconceito contra mulheres no futebol a mesma disse, "Acho que não temos mais preconceito, vemos cada vez mais mulheres falando sobre esportes que antes eram dominados pelo o universo masculino". Um dos videos preferidos da futura jornalista é sobre o centenario do Galo

Cirtine Leal em Jornalismo Cultural. Por Jéh Meireles

Cristine Leal, 18 anos, estudante de jornalismo pelo UNI-BH, sonha em trilhar a carreira no jornalismo cultural. O desejo de ser jornalista se manifestou cedo, aos 15 anos de idade, Cris, como é conhecida pelos amigos, disse que quando estava escolhendo a profissãopensou em jornalismo como algo que poderia mudar o mundo de alguma maneira. O bom gosto para as artes fez com que ela optace pelo jornalismo cultural. Um dos fatores que a fizeram optar pela área foi o fato de saber pintar.
Cristine durante sua graduação
do ensino médio - 2010
 
Quadro pintado por Cristine Leal.
Outras áreas também encantam a futura jornalista como, política e turismo. Ao longo do curso ela pretende conhecer bem todas as vertentes do curso para fazer a opçã correta. Em depoimento sobre o curso, Cris disse: "O curso de jornalismo esta de acordo com o que esperava, ele atende a minha expectativa, tenho aprendido muito, é muito abrangente e tem alterado minha visão de mundo."
Cristine ao centro, com amigos do
curso de jornalismo
Em declaração Cris disse que a frase que mais gosta no jornalismo é, "Boa Noite" - Willian Bonner, risos após o comentário. O bom humor é marca registrada da estudante, que contagia todos com o seu riso. Como toda jovem, Cristine utiliza redes sociais, onde expõem suas ideias e compartilha suas vivencias com amigos e seguidores.


Clássico Polêmico


Na tarde de ontem (28) o clássico movimentou Minas. O clássico conhecido como das multidões tem sido ultimamente de torcida única. Desde que o Mineirão está em reforma para a copa de 2014 os jogos tem sido transferidos para a Arena do Jacaré em Sete Lagoas. Atlético e Cruzeiro mantém uma rivalidade antiga, um dos problemas bastante citados em clássicos era do confronto entre torcidas organizadas rivais, porém mesmo com torcida única a briga continua. 
Torcedores Atleticanos se enfrentam
em frente a Arenado Jacaré
.


Cerca de 14 pessoas foram detidas após briga entre duas torcidas organizadas atleticanas, membros da TEA (Torcida Esquadrão Atleticano) e TOG (Torcida Organizada Galoucura) se enfrentaram sem motivos aparentes. Segundo relatos de torcedores no local, a briga começou após torcedores cobrarem de outros a falta de iniciativa para com protestos e com a omissão de alguns. O jogo foi cercado de polêmicas, erros dos bandeirinhas podem ter prejudicado o time alvinegro em um gol, porém erros também foram cometidos contra o time celeste. 
Montillo comemora segundo Gol.
Foto: Agência Lance














Como em maioria dos clássicos de torcida única, o mandante de campo levou a pior. O Cruzeiro venceu por 2x1, sendo os dois gols do atacante Montillo. O Gol do Atlético ficou por conta do volante Felipe Soltto.
Fellipe Soutto após o seu primeiro Gol.
Foto: Agência Lance
A derrota sofrida fez com que o Galo virasse o vice-lanterna do campeonato. Após o jogo na coletiva de imprensa o Técnico Cuca reclamou da arbitragem, já o Técnico Joel Santana ressaltou a vitória suada da equipe.  Confira no vídeo abaixo os lances dos gols.