domingo, 30 de outubro de 2011

Mobilidade, a revolução dos meios de comunicação

O velho debate sobre o futuro dos jornais e revistas impressas se intensifica cada vez mais. O debate gera discussões no meio acadêmico e preocupa as empresas e jornalistas mais tradicionais. Em meio a tantas dúvidas sobre esse futuro que parece estar cada vez mais próximo, uma coisa é garantida: a internet móvel e os tablets vieram para revolucionar a forma como consumimos informação.

A revolução da internet móvel afetou o mercado de jornalismo e modificou suas receitas, mas a venda de material impresso ainda é muito grande, especialmente pela falta de comodidade e mobilidade de ler em um PC. Porém, esse argumento desaparece quando pensamos em um tablet! Especialistas afirmam que o jornalismo está entrando na era em que o conteúdo digital irá ultrapassar o impresso.

Tablets como Ipad da Apple, sequer tinham sido lançados oficialmente no Brasil, e jornais e revistas como O Globo, Folha, Veja, Estado de Minas e vários outros, já lançavam suas plataformas (ou apps) possibilitando que os mais novos donos da novidade eletrônica, lessem de uma maneira diferente, suas publicações.

O potencial de interatividade dos tablets pode ser muito explorado pelas editoras, rompendo com aquela velha relação homem-papel, em que apenas olhamos palavras e imagens frias. É preciso observar que a internet não mudou essa forma de conteúdo, simplesmente trocou o papel pela tela. A grande revolução foi a interação e oportunidade da expressão de opinião por parte dos leitores. Porém, agora, estamos diante de um novo desafio: a forma de consumo. Produtos novos e revolucionários irão requerer métodos diferentes e aí que está o grande potencial do mercado de jornalismo.
Visando isto, o Microfone de Batom fez uma pequena simulação de como seria a plataforma do blog para tablets.

A ideia de trazer o que era de papel para a tela dos celulares, tablets e pc’s não é tão atual assim, algumas publicações já estão sendo vendidas na opção digital. Todos os dias novos aplicativos destinados a informações são criados e estão sendo divulgados sem nenhum custo ao usuário. Um exemplo são as publicações da Abril, você tem a opção de comprar a revista tradicional, aquela de papel que costumamos a ler, e também a opção Digital, onde você recebe um código que pode acessar o site da revista e ler o mesmo da revista tradicional só que em qualquer lugar, seja pelo seu celular, computador ou tablet.


A empresa Microsoft criou um vídeo de como será a tecnologia dos computadores, celulares e tablets, neste vídeo podemos observar que a mobilidade que temos hoje não será “nada” comparada ao que teremos em um futuro bem próximo. O vídeo aborda como todas as informações que procuramos e precisamos em uma viagem ou em algum contato estará disponível ao simples olhar.

O vídeo nos faz pensar sobre como a tecnologia será parte de nossa vida, não que atualmente não seja, mas em um futuro não tão longínquo encontraremos todos os dados ao alcance dos nossos olhos. E assim não será diferente para os meios de informações, já que para acompanhar e agradar o seu leitor ele estará  não mais em uma banca de jornal ao lado, mas sim em uma loja de aplicativo.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O jornalismo em 140 caracteres.

Em 2006 uma nova rede social surgiu, o Twitter, um microblog com apenas 140 caracteres. O boom da rede social aconteceu entre 2009 e 2010. Em todo o mundo são cerca de 175 milhões de usuários, número este divulgado pelo próprio Twitter. A rede social começou recentemente a ser usada como fonte de informação, a ação do imediato faz com que a todo tempo novidades sejam divulgadas no microblog.

Jornalistas tem cada vez mais utilizado a rede social para duas funções, manter o contato com os seus expectadores e também como ferramenta de trabalho. O Twitter é como um plantão noticioso, podemos dizer que o “aqui e agora” está cada vez mais constante, a velocidade da informação faz com que a expressão em tempo real, se torne realmente tão real. A facilidade da rede social tem seus contras, cada vez mais vemos a disputa pelo “furo de reportagem” e consequentimente algumas notícias não são tão confiaveis como parecem, com erros nos dados e até notícias falsa.

O Jornalista Matheus de 26 anos nos conta um pouco em um breve vídeo sobre o que ele acha da relação do microblog com o jornalismo, e podemos observar que a ideia dele segue um pouco com a que todos os usuários podem de certa forma agir como um "jornalista". Karla Lopes, estudante de jornalismo, conversando Thalvanes Guimarães, futuro jornalista que afirma que as redes socias vierem para auxiliar a passagem da informação. Leia clicando Aqui.

Importância da internet

 Por Bruna Tavares

A jornalista e escritora Rosana Hermann, além de serprodutora na Record, possui um blog chamado Querido Leitor. A paulista falasobre a importância das redes sociais na hora de conseguir pautas para aredação na qual trabalha.

Rosana Herman - Importância da internet (mp3)

Rosana também comenta sobre as peculiaridades da linguagemutilizada na internet e de como é necessário dominar as gírias da web paraconseguir entender o que é falado pelos navegantes.

Rosana Herman - Linguagem internet (mp3)


O ex-VJ da MTV e atual integrante do programa Legendários,da Rede Record, Felipe Solari, explica como faz uso das redes sociais, contandosobre as suas preferências e ratifica a importância da internet nos dias dehoje.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O mundo das redes sociais

As redes sociais ganharam, e ainda tem ganhado grande popularidade na comunidade mundial nos últimos dez anos. A cada ano elas conquistam mais e mais espaço e relevância em nossas vidas. Mas você já parou para se perguntar o que é esse fenômeno? Como ele ficou tão popular?
Essas estruturas sociais ambientadas na internet são grupos ou espaços específicos na rede mundial de computadores, que permitem que pessoas compartilhem dados, informações e também se comuniquem. Comunicação, este é um dos principais objetivos das redes sociais. Elas são pontos de encontros para pessoas que possuem interesse em comum, e essa relação mantida entre os usuários varia entre afetiva, profissional ou uma combinação dos dois.

É difícil de acreditar, mas, as redes sociais já existem há 20 anos! A “mãe” de todas elas é conhecida pelo nome The well. Consistia em
um fórum dedicado a compartilhamento de informações e pensamentos, soa familiar não é? Ela foi criada nos anos 70 e seguia a ideologia hippie, onde as pessoas podiam se expressar e expor suas ideias s
em medo do controle do governo.
A popularidade
Sites como Orkut, facebook, twitter, flikr, MySpace,e muitos outros tiveram um “boom” de usuários nos últimos anos, e a grande causa disso é o fato de que cada vez mais as pessoas passam mais tempo conectadas. A sociedade atual criou uma dependência da internet, esse fascínio é resultado da prontidão e praticidade oferecida por ela. Portanto, se acessar informações, receber noticias, fazer pesquisas estava
tão cômodo e simples só estava faltando uma coisa, “juntar os amigos”.
A popularidade das redes sociais vem dessa facilidade de acesso aos amigos, a qualquer hora, em qualquer lugar e principalmente da simplicidade em manter contatos com pessoas distantes, pois, antes da era da informática, um dos obstáculos que as pessoas viam para se comunicar era a distância em que se encontravam. Com a internet, esse problema foi pelo menos, amenizado.
O Orkut e o Brasil
O Brasil não fica para trás na “moda das redes sociais”, segundo dados de abril de 2008 do Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), o internauta brasileiro é o segundo mais so
ciável do
mundo atrás apenas dos canadenses. 85% dos usuários brasileiros visitaram ao menos uma rede social naquele ano.
Na época em que a pesquisa do Ibope foi realizada, o site que reinava no Brasil era o Orkut. Ele foi originalmente criado para os Estados Unidos, porém, a maioria dos adeptos a ele são brasileiros e indianos. Não se sabe ao certo por que o Orkut deu tão certo no Brasil, há várias hipóteses, mas a mais aceita é a teoria da simplicidade: É muito fácil usar o Orkut. As funções do site são simples e estão bem localizadas: comunidades, amigos, fotos e atualizações.
Contudo, no fim de 2010 a história começou a mudar. Segundo uma pesquisa da comScore (empresa de pesquisa de marketing na internet), o número de contas brasileiras abertas no facebook aumentaram significativamente, e a partir de fevereiro desse ano o número cresceu de vez. Porém, ao contrário do que todos pensam, os usuários brasileiros por algum motivo não excluíram as contas do Orkut, eles apenas as abandonaram. Alguns justificam o fato dizendo que os internautas deletaram suas contas porque ainda têm esperanças que o Orkut volte a fazer sucesso.
O mundo empresarial nas redes sociais
Com o sucesso eminente das redes sociais, as empresas viram ali um espaço ideal para se aproximarem dos consumidores e claro, fazer propaganda. Este artifício pode ser uma tremenda jogada de marketing se usada adequadamente.
A propaganda é um dos principais objetivos das empresas quando estas criam contas em sites como o facebook e o twitter, mas os “perfis empresariais” proporcionam muito mais aos empreendimentos, como por exemplo: captar as tendências dos consumidores, aceitação do público em relação a um produto lançado, um meio para fazer promoções e muitos outros benefícios.
Outra forma que as empresas acharam de utilizar os sites de relacionamento, foi para a contratação de novos funcionários baseando-se nos perfis dos mesmos. Muitas pessoas defendem que o procedimento é antiético e que nenhuma empresa deveria julgar seus futuros funcionários por coisas postadas em momentos de descontração.
Do mesmo modo que há funcionários que são contra a “investigação” de suas vidas, há também empresas que são contra e até proíbem seus funcionários de utilizar as redes sociais e justificam tal fato como sendo por precaução, para evitar que funcionários divulguem coisas que prejudiquem o nome da empresa.

O twitter
Assim como as empresas viram nas redes sociais um grande potencial para relacionamento com seus consumidores, funcionários e afins, famosos, políticos e jornalistas também encontraram nos sites de relacionamento, especialmente no twitter, uma forma de se aproximar de seu público.
Grande exemplo disso foi os twitters criados pelos candidatos à presidência nas eleições de 2010. A intenção de todos eles era se aproximar dos eleitores, postarem suas conquistas, feitos e promessas por um meio rápido, prático e que as pessoas teriam fácil acesso. Tudo bem que todos sabiam que os candidatos tinham ajuda da assessoria de imprensa nas postagens, mas ainda assim a tática deu certo.
Famosos como Luciano Huck, Rafinha Bastos, Ashton Kutcher e muitos outros do mundo das celebridades também utilizam o site twitter como forma de estar sempre em contato com seus fãs. Os perfis dos famosos lhes dão ainda mais fama e também acabam um pouco com a credibilidade das revistas e sites de fofoca, já que os próprios artistas postam o que estão fazendo e de bônus ainda enviam as fotos que eles mesmos tiraram. Dizem por ai, que depois do twitter, os paparazzi estão com os dias contados.

@Jornalismo online
Outros usuários que também marcam presença no twitter são os jornalistas. Os perfis variam muito, são famosos, de televisão, de rádio, de impresso, iniciantes, e o que eles falam em suas respectivas páginas também varia.
William Bonner é um dos jornalistas mais seguidos no site, porém, ele utiliza o twitter para contar fatos cotidianos que acontecem no seu dia a dia. Em entrevista ao quadro “Arquivo confidencial” do dia 12/06/2011, no programa Domingão do Faustão, o jornalista diz que utiliza o twitter para mostrar aos seus telespectadores o Bonner que eles não podem ver durante o Jornal Nacional.
Há jornalistas que gostam de expor suas opiniões sobre diversos assuntos, mas nunca falam de notícias em si. Existem também os que têm twitter apenas para postar links de matérias escritas nos sites de jornais para os quais trabalham.
Alguns jornais como o Folha de São Paulo criaram regras para os jornalistas que possuem uma conta no twitter. Basicamente elas recomendam que os autores não assumam posições em favor de um partido, candidato ou campanha e também veda a publicação de “furos”. No máximo, os jornalistas podem fazer referência ao material exclusivo e publicar um link para a reportagem ou coluna original (aos quais apenas os assinantes da Folha e do UOL terão acesso).
Por causa de casos assim, as mídias sociais têm aberto espaço para o que é chamado de jornalismo cidadão. É uma ideia onde o conteúdo jornalístico (texto, áudio, vídeo, imagem) é feito por pessoas comuns sem formação. Este jornalismo tem ganhado mais espaço em nosso meio a cada dia.
E claro, o meio que essas pessoas mais usam para divulgar seu material, são as redes sociais. Ultimamente essas redes tem tido uma tarefa de “assolan”, já que elas têm mil e uma utilidades e podem ser utilizadas absolutamente por todos. Basta um clik.
Texto por: Cristine Leal.